Ano rotário 2019/2020

Conselho Director 2019/2020

Arsénio Braga Presidente
Saúl Lopes  Past-Presidente
Filipe Carvalho Vice-Presidente
Marco Abrantes Secretário
Amílcar Mendes Tesoureiro
Ana Rita Carlos Protocolo

 

Mensagem de Mark Maloney, Presidente do RI 2019-2020:

Mark Maloney
Presidente, 2019-2020

Conheça mais em  www.rotaryportugal.pt

 


Mensagem de Carvalhido da Ponte , Governador do Distrito 1970 2019-2020:

Eu venho de uma pequena, mas lindíssima cidade do Noroeste português, Viana do Castelo, que adotou, há muitos-muitos anos, como logótipo, o coração e como lema: Viana é Amor. Mais tarde alguém enriqueceu a ideia: quem gosta vem; quem ama fica;.

Quando em 2016, por proposta do meu clube, o Distrito me indicou para Governador, de imediato me assaltou a pergunta: onde quererei que o Distrito esteja em 30 de junho de 2020?

Comecei então por, calmamente, procurar conhecer o Distrito e, em simultâneo, metabolizar o conceito quem gosta vem, quem ama fica! Porque não aplicá-lo a Rotary que um dia será conhecido pelos resultados que alcançar.

Neste processo de interiorização, lembrei-me que lera, nos documentos de Rotary, a frase Rotary: uma filosofia de vida. Revisitei-a. Aproveitei para ler e reler o livro. O meu Caminho para Rotary de Paul Harris. Encontrei o que queria, mas acrescentei: ROTARY, uma filosofia de vida com amor e reconfirmei a sageza do quem gosta vem; quem ama fica. Na verdade, para se gostar é necessário ver, escutar, decidir e, para amar, é necessário conhecer.

Ainda não sabia qual iria ser o lema escolhido por Mark D. Maloney. Ainda estava em 2017, mas fosse qual fosse, não impediria que eu pudesse apregoar aos quatro ventos do meu distrito que só faz sentido viver ROTARY como uma filosofia de vida com amor porque acreditava, e acredito, que só o amor nos salvará. Aliás esta ideia está bem explícita no nosso lema: dar de si antes de pensar em si. Dar-mo-nos aos outros é amarmos.

No livro de PAUL HARRIS, há, ainda, uma palavra recorrente muito interessante: AMIGO:em Chicago, por toda a parte, muita gente, mas nenhum conhecido entre ela. Faltava-me o essencial: a presença de amigos.

Não me foi difícil saltar do conceito de AMOR para o de AMIGO e para o de COMPANHEIRO. Com efeito, AMIGO é aquele que consome, comigo, um mesmo alimento: partilhamos o mesmo clube, ou o mesmo partido, ou a mesma rua, ou temos muitas divergências, mas convergimos, recorrentemente, num dado aspeto: por isso nos dizemos amigos.

Ora, COMPANHEIRO é aquele com quem partilho o pão. Eis porque em ROTARY somos AMIGOS e, portanto, COMPANHEIROS (ou somos companheiros e, portanto, amigos) na medida em que partilhamos/nos alimentamos do mesmo pão, isto é, do mesmo ideal de SERVIR, de darmos de nós antes de pensarmos em nós, de nos orientarmos, no nosso caminho, pelas 4 perguntas da Prova Quádrupla.

Nesta linha de pensamento, assumi a ideia de Paul Harris: esta FILOSOFIA DE VIDA com amor exige-nos CAUSAS e AÇÕES: (a) o meu bem-estar decorre do bem-estar do Outro a CAUSA (NÃO há ROTARY sem CAUSAS) e (b) o bem-estar do Outro convoca a minha atenção/conexão e exige a construção de projetos transformadores da comunidade as AÇÕES (NÃO há CAUSAS sem AÇÕES).

Na verdade, só seremos inspiração para podermos transformar comunidades se aliarmos a utopia de D. Quixote ao pragmatismo de Sancho Pança. SE CONECTARMOS, como já o previa o nosso visionário fundador: da minha parte, estou absolutamente certo de que o homem deve ter, através da vida, a companhia de outros: o homem é um ser gregário.

Mas para fazermos as CONEXÕES sugeridas por Paul Harris, e agora por Maloney, temos de AMAR e para AMAR, repetirei mil vezes, urge CONHECER: CONHECER PARA AMAR, CONHECER PARA CONECTAR. Não se ama o que se não conhece. Não se conecta o caos, o desconhecido. Para AMAR ROTARY é necessário conhecer Rotary; para amar a comunidade é necessário conhecer comunidade; é necessária formação contínua, quer tenhamos um ano, quer tenhamos 50 anos de movimento. Na verdade, ano a ano, temos novos companheiros, novas famílias, novas sensibilidades, novos profissionais na nossa envolvente, novos desafios, novos recursos. Ano a ano cada clube é diferente numa comunidade também diferente.

Os desafios de hoje são, provavelmente iguais aos de há 10 ou 100 anos, mas as realidades dos atores de hoje são diferentes das de há 1 ano, 10 anos, 100 anos. São, simplesmente, outras a exigirem outros processos, outras abordagens, outras conexões. Por isso, urge CONHECER ROTARY ad intra (conhecer o clube e o distrito para apr[e]endermos os atores e os amarmos) e ad extra (conhecer a comunidade para identificarmos as causas e planearmos as ações). Para tal, temos de sair da nossa sede, temos de implementar um Rotary de Saída para sermos um Rotary aberto, sem restrições políticas ou religiosas, dispostos à tolerância às opiniões alheias, construtores de um mundo mais fraterno. Foi essa a preocupação de Paul Harris.

Caros companheiros, aqui reside talvez a maior força do nosso movimento: somos homens e mulheres em busca da nossa humanidade. Tão só. Tão apenas.

CONECTEMOS, pois, e sejamos alegres construtores de um mundo mais fraterno, porque mais sustentável!

José Carvalhido da Ponte
Governador do Distrito Rotário 1970, 2019-2020

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